Gestão de resíduos da frota: qual a melhor forma de descarte?

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Gestão de resíduos da frota: qual a melhor forma de descarte?

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Gestão de resíduos da frota: qual a melhor forma de descarte?

Você já deve ter visto ou assistido alguma reportagem sobre amontoados de pneus velhos a céu aberto servindo de casa para o mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya, estas duas últimas propagadas com bastante alarme neste ano por causa da sua gravidade. O que você não sabe é que estes mesmos pneus podem ter inúmeras aplicações sustentáveis, desde uma obra de arte até fabricação de asfalto de borracha. Além de descartar adequadamente os resíduos da frota, traz economia, equaciona um grave problema ambiental e torna sua frota mais sustentável.

A tecnologia já existe nos Estados Unidos, Europa e África do Sul há mais de 50 anos, mas chegou ao Brasil em 2001 e começou a ser aplicada pelo Consórcio Univias, no Rio Grande do Sul. O primeiro quilômetro testado usou 750 pneus de carro sem condições de rodagem e provou sua eficácia. “Se 10% das estradas pavimentadas do Brasil fossem recuperadas com a borracha de pneu, mais de 16 milhões deles teriam destino certo”, comentou à época o engenheiro Paulo Ruwer, coordenador do projeto da Univias. Isto sem falar na economia de 120 mil toneladas do asfalto propriamente dito, derivado do petróleo usado para pavimentação de estradas.

Outra grande razão para dar o destino correto aos pneus é que eles demoram cerca de 400 anos para se decompor e, se forem queimados, liberam dióxido de carbono e enxofre, altamentes poluentes e prejudiciais à saúde.

Os números são tão grandes quanto o passivo ambiental que podem deixar. Em todo o mundo, a estimativa de pneus descartados por ano é superior a 2 bilhões de unidades. Deste volume, menos de 20% são reciclados. Só o Brasil produziu, em  2014, 68,7 milhões de unidades, segundo dados da Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (ANIP), fora os 27,2 milhões de pneus importados. Como detentor maior frota de veículos dos países em desenvolvimento, há um grande potencial de “lixo” a  ser explorado.

Você já incluiu esses cuidados de gestão de resíduos da frota na sua empresa?

Tipos de resíduos da Frota: Reciclagem de pneus

De olho neste mercado, em 2007 a ANIP criou a Reciclanip, entidade voltada para a coleta e destinação de pneus inservíveis (que apresente danos irreparáveis em sua estrutura não se prestando mais à rodagem ou à reforma) no país. Hoje, a Reciclanip é considerada uma das principais iniciativas na área de pós-consumo, por reunir mais de 830 pontos de coleta no Brasil. Só em 2014, destinou à reciclagem 89 milhões de pneus, equivalente a 445 mil toneladas. A principal destinação são as fábricas de cimento que utilizam os pneus inservíveis como combustível alternativo.

Outras consideradas legalmente adequadas e aprovadas pelo Ibama são empresas de moagem e processamento para produção de artefatos ou produção de asfalto borracha. Além disso, os pneus também podem ser aproveitados em obras de drenagem; muros de arrimo/contenção; limitação de território esportivo; na construção de barragens; em recifes artificiais; quebra-mares; na contenção de erosão do solo; enchimento de aterros; em galerias de águas pluviais em substituição às manilhas de cimento e em móveis, como assentos.

  • A Resolução nº. 416/2009, do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), determina aos fabricantes e importadores de pneus novos a coleta e destinação correta dos pneus inservíveis existentes no território nacional. Além disso, a resolução estabelece que sejam criados pontos de coleta desses pneus em todos os municípios com população superior a cem mil habitantes.
  • Os estabelecimentos de comercialização de pneus são obrigados, no ato da troca de um pneu usado por um pneu novo ou reformado, a receber e armazenar temporariamente os usados entregues pelo consumidor, sem qualquer tipo de ônus para este. Poderão, ainda, receber pneus usados como pontos de coleta e armazenamento temporário até a entrega para a Reciclanip. Os municípios onde não houver ponto de coleta serão atendidos pelos fabricantes e importadores. Para cada pneus novo comercializado, fabricantes e importadores deverão dar destinação adequada a um pneu inservível.

Destinação dos resíduos da frota: óleos e outras peças

Tão nocivo quanto a fumaça preta dos pneus são óleos lubrificantes usados e outros componentes, classificados pela NBR -10.004, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), como perigosos por apresentarem alta toxicidade. Se não forem descartados corretamente, contaminam o solo, os cursos d´água e, por conseqüência, afetam nossa saúde.

Pensando em minimizar estes efeitos, o Tribunal de Justiça do Amazonas assinou, em 2012, um termo de cooperação técnica com a empresa Eternal – Indústria, Comércio, Serviço e Tratamento de Resíduos da Amazônia Ltda, que tem 67 veículos. O acordo garante a destinação correta de mais de 200 litros de óleo por mês, que serão armazenados em recipientes adequados e depois refinados para uma nova utilização. Estudos mostram que apenas um litro de óleo queimado polui um milhão de litros d`água e ainda agride a fauna e flora dos rios. Só Manaus gera 1,5 milhão de litros de óleo queimado por mês. No interior do Amazonas, a empresa realiza a coleta em 93 pontos e recolhe cerca de 70% do resíduo gerado. A intenção é que a iniciativa deste tribunal se espalhe pelo Brasil.

A Lei 9605/98 especifica em seu artigo 54 que: “Causar poluição de qualquer natureza em níveis que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora por lançamento de resíduos” pode dar até cadeia de um a cinco anos. Por isso, “todo óleo lubrificante usado ou contaminado deverá ser recolhido, coletado e ter destinação final, de modo que não afete negativamente o meio ambiente”.

O Conama sugere que os óleos da frota automotiva sejam recolhidos nas instalações dos revendedores. Já o IQA (Instituto da Qualidade Automotiva), recomenda, por exemplo, que o óleo lubrificante deve ser retirado do carro com o auxílio de um funil, armazenado num recipiente e recolhido por empresas credenciadas pelo Ministério do Meio Ambiente, que fazem o rerrefino do produto.

Outras peças da frota sem condições de uso também podem virar matéria-prima e serem reaproveitadas. Rodas de ferro, amortecedores, escapamentos e molas, por exemplo, passam por um processo de industrialização e viram peças metálicas e materiais da construção civil, como ferramentas, barras de ferro, etc. As rodas de liga leve, ou de alumínio, são reutilizadas na manufatura de produtos de alumínio. Tambores e discos de freio são reutilizados como matéria-prima na fabricação de discos e tambores novos, entre outras peças. Já dos catalisadores são extraídos os metais nobres que são reutilizados como matéria prima na fabricação de catalisadores novos. Veja que existem ótimas alternativas para descartar resíduos da frota!

Uma iniciativa de gestão que pode ajudar sua empresa a dar o destino correto para todo os resíduos de frota é criar um Plano de Gerenciamento de Resíduos. Com ajuda da tecnologia sua empresa pode gerenciar e descartar os resíduos da frota  adequadamente, e ser ecologicamente correta. Há inúmeros exemplos e soluções para dar a destinação correta para cada componente e melhorar a gestão da frota, contribuindo para o caminho da sustentabilidade, este sim irreversível!

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